Helena Ignez como Ângela Carne e Osso no filme “A mulher de todos”, 1969
Acervo Mercúrio Produções
Embora tenha sido frequentemente associada à imagem de musa do Cinema Novo e do Cinema Marginal, Helena nunca se limitou a esse lugar. Seus personagens rompiam com a idealização feminina e revelavam mulheres contraditórias e, por vezes, desconcertantes. Ao questionar a ideia de musa como figura passiva, Helena construiu uma carreira em que é também autora de suas escolhas.
Helena Ignez como Ângela Carne e Osso no filme “A mulher de todos”, 1969
Acervo Mercúrio Produções
Na época: Ah, que musa! Eu quero trabalhar, vocês estão me querendo colocar de musa, eu quero trabalho!
Helena Ignez em entrevista ao Itaú Cultural
Seção de vídeo
Helena Ignez fala sobre a sua relação com o título de musa e como passou a enxergar esse lugar de outra maneira. Entre trechos de filmes como “A mulher de todos” (1969), “A família do barulho” (1970) e “Sem essa Aranha” (1970), os cineastas André Guerreiro Lopes e Cristiano Burlan comentam a trajetória da artista, as escolhas que marcaram sua carreira e a forma como ela ultrapassou a imagem tradicional da musa ao se tornar uma referência para diferentes gerações de cineastas.
Depois eu vi isso de uma forma muito diferente, com carinho mesmo. E o que é uma musa, né? Uma musa é uma pessoa que inspira, um ser que inspira outros. Eu acho que é isso que o artista deseja: essa comunicação, essa inspiração. Então eu acho bem legal ser musa.
Helena Ignez em entrevista ao Itaú Cultural
Helena Ignez e Paulo Villaça contracenando no filme O Bandido da Luz Vermelha, 1968
"[Minha carreira] foi uma grande luta pela independência, pela minha identidade feminina"
Helena Ignez durante o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, em 2017
Cena de Sem Essa, Aranha, em que Helena vomita, 1970
acervo Mercúrio Produções
Para mim ela não é a musa, nem a mulher do Glauber, do Bressane e do Sganzerla. Ela tá acima disso tudo.
André Guerreiro Lopes em entrevista ao Itaú Cultural