“Ainda não estou definitiva”

A atriz que marcou o Cinema Novo, a presença radical na Belair, a diretora que seguiu buscando novas formas de fazer cinema: todas essas Helenas convivem na mesma artista. Ela nunca tratou sua obra como algo encerrado e, como ela mesma diz, ainda não está definitiva.  Sua inquietação a levou a novos encontros e parcerias com diferentes gerações de artistas. Essa mesma relação com a criação também está presente na história de suas filhas, Paloma Rocha, Djin Sganzerla e Sinai Sganzerla, que construíram seus próprios caminhos no cinema e nas artes. Para além da artista reconhecida pelo público, seus depoimentos revelam também a Helena mãe por diferentes olhares.  Como diz o cineasta André Guerreiro Lopes, “qualquer fase de Helena, na minha visão, já justificaria uma existência”.

Helena Ignez em O mel é mais doce que o sangue, de André Guerreiro Lopes, 2023

Acervo Estudio Lusco-Fusco

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Seção de vídeo

Helena Ignez fala sobre os trabalhos que tem realizado com jovens cineastas e sobre o encontro com uma geração que conhece e estuda sua obra. Entre trechos de filmes como “Sem essa Aranha” (1970), “Copacabana mon amour” (1970), “Helena de Guaratiba” (2023) e “Nosferatu” (2025), os cineastas André Guerreiro Lopes e Cristiano Burlan e o crítico e cineasta Jean-Claude Bernardet comentam a liberdade que marca o trabalho da artista, a forma como constrói seus personagens e a influência que sua obra continua exercendo sobre quem faz cinema hoje.

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Helena é uma artista do hoje, do agora, mas o que faz é do amanhã, do que vem pela frente. Eu acho que ela tem uma profunda influência nessa juventude inquieta.

André Guerreiro Lopes em entrevista ao Itaú Cultural

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Helena praticando Tai Chi Chuan no filme Boca do Mato: an egotrip experience, de André Sampaio, 2017

Acervo André Sampaio

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Helena Ignez, Zé Celso e Ney Matogrosso contracenando no filme Ralé, 2015

acervo Mercúrio Produções